Hamlet
”há seis anos morreu meu pai e eu vivi a experiência de ser um órfão, exatamente como Hamlet, e finalmente a peça adquiriu um sentido totalmente novo, porque agora eu estava numa situação similar da dor de perder a identidade paterna”
Leandro Karnal é historiador, professor e um dos mais reconhecidos comunicadores do Brasil. Atuou como docente universitário e se tornou referência pública no debate sobre história, filosofia, ética e humanidades, com presença constante em televisão, podcasts e palestras.
Sua lista de leituras revela um perfil voltado para os grandes clássicos da literatura ocidental. Entre os indicados estão A Divina Comédia, de Dante, Dom Quixote, de Cervantes, e Hamlet, de Shakespeare — obras fundadoras da tradição literária europeia. A escolha de A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector, aponta também para a prosa introspectiva e filosófica brasileira. O conjunto mostra alguém cuja curadoria privilegia obras que interrogam o sentido da existência, o sofrimento humano e a condição moral — temas centrais em sua trajetória como pensador público.
”há seis anos morreu meu pai e eu vivi a experiência de ser um órfão, exatamente como Hamlet, e finalmente a peça adquiriu um sentido totalmente novo, porque agora eu estava numa situação similar da dor de perder a identidade paterna”
”Quixote e um idealista que não encontra mais lugar na sua época”
”Quando descobri e entendi A Paixão Segundo GH, há quase 20 anos, chorei muito pela beleza da escrita, bem como pela escritora atormentada que ali despejava seu gênio e sua dor. Chorei pelo retrato difícil da alma humana.”