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Julian Jaynes propõe uma hipótese radical sobre a origem da consciência humana: que antes de aproximadamente 1000 a.C., a mente humana funcionava de forma fundamentalmente diferente, com dois hemisférios cerebrais operando de maneira dissociada, levando as pessoas a experimentarem vozes — que interpretavam como os deuses falando. A transição para a consciência moderna, argumenta Jaynes, foi um evento histórico e neurológico gradual.
Embora controversa e amplamente criticada pela ciência contemporânea, a tese de Jaynes permanece influente e provocativa, oferecendo uma perspectiva única sobre a história da mente humana, linguagem e religião. Uma leitura para leitores dispostos a questionar narrativas estabelecidas sobre o que significa ser consciente.